A demência por corpos de Lewy (DCL) é o terceiro tipo mais comum de demência no mundo, ficando atrás apenas do Alzheimer e da demência vascular. A doença pode causar sintomas semelhantes aos do Parkinson e de outras condições neurológicas, o que dificulta o diagnóstico.
O neurologista Dr. Ricardo Alvim explica que a DCL e a doença de Parkinson têm a mesma origem neuropatológica — o acúmulo da proteína alfa-sinucleína, que forma os chamados corpos de Lewy. A principal diferença está na ordem em que os sintomas aparecem: “Na doença de Parkinson, os sintomas motores, como tremor e rigidez, surgem primeiro, e o quadro cognitivo aparece mais tarde. Já na demência por corpos de Lewy, o comprometimento cognitivo vem antes, seguido pelos sintomas motores.”
Segundo o especialista, há quatro sintomas principais que caracterizam a DCL: rigidez muscular mais intensa que o tremor, alucinações visuais precoces, flutuação cognitiva, com períodos alternados de lucidez e confusão, e o transtorno comportamental do sono REM, em que o paciente se movimenta, fala ou grita durante o sono, como se estivesse vivendo um pesadelo.
O Dr. Ricardo destaca que o tratamento é sintomático, com foco em aliviar os efeitos da doença e melhorar a qualidade de vida: “É possível controlar as alucinações, melhorar o sono e reduzir a rigidez muscular. Esses cuidados trazem bem-estar tanto ao paciente quanto ao cuidador, que também precisa de apoio para lidar com as noites agitadas e o desgaste físico e emocional.”
Com acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível minimizar os impactos da demência por corpos de Lewy, oferecendo mais conforto e qualidade de vida para pacientes e familiares.
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