O riso é muito mais do que uma simples expressão de alegria — ele tem efeitos reais sobre o corpo e a mente, influenciando diretamente o humor, o estresse e até o sistema imunológico. A psicóloga e especialista em Psicologia Analítica, Aline Leite, explica que o sorriso é uma das expressões mais primitivas do ser humano, presente antes mesmo da fala. Segundo ela, “o riso nasce de algo inato e também aprendido, pois é natural, mas também conecta pessoas. Na perspectiva junguiana, o riso é uma saída da energia vital que devolve leveza à alma, alivia tensões e reorganiza o equilíbrio psíquico”.
A psicóloga destaca que o riso gera respostas fisiológicas positivas. Estudos mostram que ele reduz o cortisol — hormônio do estresse —, fortalece o sistema imunológico e melhora a oxigenação do corpo. Aline explica que, na psicologia analítica, o riso pode transformar dor em sabedoria. “Quando conseguimos ressignificar tensões e conteúdos inconscientes, o riso genuíno ajuda a enxergar a vida de forma diferente e mais leve”, afirma.
Ela também alerta que nem todo riso é saudável. “O riso pode ser uma defesa. Rir demais ou de forma forçada pode esconder desconforto ou evitar o contato com emoções profundas, como tristeza ou luto. Jung dizia que tudo que é demais ou de menos adoece. O riso genuíno relaxa e conecta, enquanto o defensivo deixa algo tenso no ar”, explica.
O riso consciente é, portanto, uma ferramenta poderosa de equilíbrio emocional e saúde mental. Cultivar momentos de alegria verdadeira, seja em conversas, filmes ou pequenas situações cotidianas, ajuda a reduzir o estresse, fortalecer vínculos e aumentar a resiliência emocional.
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