
A ciência brasileira alcançou um marco histórico na produção de imunobiológicos com o desenvolvimento de uma técnica inovadora que promete revolucionar o tratamento contra picadas de animais peçonhentos. Pesquisadores criaram um método baseado na pressurização que, além de reduzir drasticamente a toxicidade do veneno, amplia significativamente a eficácia e a potência dos soros utilizados em hospitais. O avanço reforça o papel do Brasil como referência global em toxinologia, permitindo que as vítimas recebam um atendimento mais refinado e seguro.
De acordo com a pesquisadora líder do estudo, Lina Zingali, o novo processo resulta em um soro “mais potente” e capaz de neutralizar venenos de forma muito mais eficiente. Um dos diferenciais mais importantes deste trabalho é a formação de anticorpos versáteis. “Conseguimos um antissoro melhorado”, afirmou Lina, detalhando que a técnica permite combater não apenas o veneno de serpentes, mas também de outros animais como aranhas e escorpiões. Essa versatilidade é um passo gigante para a medicina de emergência no país.
Além da aplicação direta em acidentes com animais, a pesquisadora destacou que a soroterapia é uma aliada vital no combate a doenças graves. O uso desses soros é fundamental em tratamentos específicos como os de raiva e tétano, onde a rapidez e a qualidade do imunobiológico são determinantes para a recuperação do paciente. Com a implementação desta nova tecnologia, espera-se que a rede hospitalar brasileira tenha acesso a produtos com menos riscos de complicações alérgicas graves, garantindo um suporte médico de excelência.
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