
A perda de massa e força muscular, conhecida como sarcopenia, atinge cerca de 17% da população idosa no Brasil, o que representa aproximadamente 5 milhões de pessoas. A condição evolui de forma silenciosa e compromete diretamente a autonomia, a qualidade de vida e a longevidade. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar que o envelhecimento resulte em dependência física e outros problemas graves de saúde.
A médica geriatra Daniele Pessoa explica que a sarcopenia é caracterizada pela redução da musculatura, principalmente nos braços e nas pernas, levando à diminuição do desempenho físico. “Ela pode surgir como consequência de outras doenças ou simplesmente de um envelhecimento não ativo, mesmo sem uma condição específica associada”, esclarece a especialista.
A prevenção passa, principalmente, pela alimentação adequada e pela prática regular de atividade física. Segundo Daniele, a ingestão correta de proteínas é essencial para a formação das fibras musculares. “Para idosos sem outras condições de saúde, o ideal é consumir cerca de 1 grama de proteína por quilo de peso por dia, distribuída em três refeições”, orienta. Além disso, ela reforça a importância de uma dieta equilibrada em calorias, vitaminas e minerais.
Outro ponto destacado é o papel do exercício físico na preservação da musculatura. O desuso leva à atrofia, redução da circulação e perda da qualidade muscular. A geriatra lembra ainda que o músculo atua como um órgão endócrino, influenciando o funcionamento do cérebro e o controle da glicemia e do colesterol. Sem cuidados adequados, a sarcopenia pode contribuir para isolamento social, depressão e déficits cognitivos, tornando essencial o acompanhamento médico para um envelhecimento ativo e saudável.
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