
A demanda por medicamentos personalizados segue em expansão no Brasil e já movimenta um setor com cerca de nove mil farmácias de manipulação em atividade no país. Os produtos são preparados de forma individualizada, mas, para garantir a eficácia do tratamento e a segurança do paciente, é fundamental que o consumidor saiba como escolher corretamente o estabelecimento.
O farmacêutico Marco Fiasquete explica que a principal vantagem dos medicamentos manipulados está na personalização. “Eles são feitos sob medida para a necessidade do indivíduo, com doses que muitas vezes não existem nos medicamentos industrializados”, afirma. Segundo ele, a manipulação também permite adaptar a forma de uso. “Uma criança que tem dificuldade para engolir comprimidos pode receber o mesmo medicamento em forma de xarope”, exemplifica.
Apesar dos benefícios, o especialista faz um alerta importante sobre os riscos de adquirir medicamentos manipulados sem prescrição ou em locais irregulares. “As fórmulas são preparadas com base em literaturas que definem doses seguras, indicações e limites de uso. Quando o paciente compra em um estabelecimento irregular, ele perde todas essas garantias”, destaca. Nesses casos, não há comprovação da qualidade nem da segurança do produto.
Marco Fiasquete orienta que qualquer suspeita de irregularidade deve ser comunicada à Vigilância Sanitária do município, já que o contato varia conforme a localidade. Ele reforça que o consumidor deve exigir receita médica, verificar se a farmácia possui alvará da Vigilância Sanitária e se há farmacêutico responsável presente. Detalhes como etiquetas completas e emissão de nota fiscal também são essenciais para garantir que o medicamento manipulado seja seguro e eficaz no cuidado com a saúde.
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