Novas doenças infecciosas ao redor do mundo têm colocado autoridades de saúde em alerta, e o Vírus Nipah (NiV) é o mais recente tema de preocupação internacional devido à sua gravidade. Em entrevista ao programa “Fique Por Dentro”, a Dra. Josiane Barsante, pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e referência em doenças infectoparasitárias, explicou que o vírus pertence à mesma família do sarampo e da caxumba, mas com uma diferença alarmante: a letalidade pode atingir entre 40% e 70% dos infectados.

Os sintomas iniciais são pouco específicos, assemelhando-se a uma gripe comum com febre, cansaço e dor muscular, podendo evoluir para quadros respiratórios. No entanto, a principal complicação do Nipah é o comprometimento do sistema nervoso central, causando edema cerebral e encefalite, o que frequentemente leva ao óbito. A Dra. Josiane detalhou que a transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções ou dejetos de morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas), pelo consumo de alimentos contaminados por esses animais ou pelo contato próximo entre humanos.

Apesar do cenário preocupante em outras regiões do globo, o risco de um surto ou epidemia no Brasil é atualmente considerado muito baixo. Segundo a Dra. Josiane, embora a malha aérea global sempre ofereça um risco residual, as medidas de prevenção e controle adotadas pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) são robustas. A especialista reforça que o investimento em ciência e a vigilância constante permanecem como as melhores defesas para garantir a segurança sanitária da população brasileira.

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fevereiro 20, 2026

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