O surgimento de novas ameaças biológicas tem colocado as autoridades de saúde em alerta máximo para o risco de futuras pandemias. Entre esses agentes, o Vírus Nipah (NiV) destaca-se pela sua elevada taxa de letalidade, que pode atingir entre 40% a 75% dos infetados. De acordo com a Dra. Josiane Barsante, referência nacional da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e especialista na área, o vírus foi descrito pela primeira vez em 1999 na Malásia e, desde 2018, integra a lista de prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao seu potencial de impacto global.

A transmissão do vírus ocorre principalmente através do contacto com reservatórios naturais, especificamente morcegos frugívoros de grande porte, conhecidos como “raposas voadoras”. Estes animais eliminam o vírus na saliva e excrementos, contaminando superfícies e frutos que, se ingeridos por humanos ou animais domésticos como suínos, podem propagar a infeção. A Dra. Josiane alerta ainda para a possibilidade de transmissão entre pessoas através do contacto próximo com secreções de indivíduos infetados, sendo os familiares e profissionais de saúde os grupos de maior risco.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos específicos disponíveis para o Vírus Nipah, o que torna as medidas de bloqueio epidemiológico essenciais. A professora da UFLA explica que o isolamento de pacientes, a higienização rigorosa das mãos e o cuidado no consumo e manipulação de alimentos são as estratégias mais eficazes para conter surtos. Embora o vírus não se espalhe com a mesma velocidade que a COVID-19, a vigilância constante e o investimento em pesquisa são as melhores defesas para garantir que a ciência esteja sempre um passo à frente de novos desafios globais.

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fevereiro 18, 2026

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