O cenário da saúde pública no Brasil passa por uma transformação significativa com a implementação da Resolução 801/2026 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). A medida amplia a autonomia dos profissionais de enfermagem, permitindo que eles prescrevam medicamentos específicos dentro de programas de saúde e rotinas institucionais. Segundo Maria do Socorro Pena, enfermeira e vice-presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (COREN-MG), a nova norma sistematiza e ratifica uma competência que já estava prevista na Lei do Exercício Profissional, fortalecendo o papel estratégico do enfermeiro na atenção primária.

Com a atualização, o profissional enfermeiro possui autoridade e competência técnica para diagnosticar e iniciar tratamentos com antibióticos e outros fármacos para diversas patologias. Entre as áreas liberadas estão o tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), tuberculose, hanseníase, diabetes, hipertensão e dengue, além da atuação no pré-natal e na saúde da criança. Maria destaca que “toda prescrição do enfermeiro vem subsidiada por um protocolo ou por portaria ministerial”, garantindo que as decisões sejam pautadas em evidências científicas rigorosas.

A vice-presidente também esclareceu que as instituições de saúde já podem atualizar seus protocolos internos para o início imediato dessa prática. Diante de questionamentos de outras classes profissionais, o sistema COFEN/COREN-MG reforça que os enfermeiros possuem formação e ética para oferecer o melhor atendimento à população. O objetivo central da mudança é desburocratizar o acesso ao tratamento e fortalecer o monitoramento de medicamentos controlados, garantindo maior eficácia no sistema de saúde de Minas Gerais.

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fevereiro 18, 2026

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