O Governo de Minas Gerais registrou a cozinha mineira como patrimônio imaterial do estado. A cerimônia, que aconteceu no Palácio da Liberdade, foi marcada para o Dia da Gastronomia Mineira. A declaração do registro foi dada após uma avaliação, feita em reunião do Conselho Estadual de Patrimônio Cultural, do Registro dos Sistemas Culinários da Cozinha Mineira – o Milho e a Mandioca foram reconhecidos como principais ingredientes mineiros.
Com essa decisão, os saberes ligados ao milho e a mandioca são o primeiro sistema culinário a serem caracterizados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais , dentro das pesquisas sobre a cozinha mineira. Foi escolhido esse primeiro grupo tendo em vista uma série de pesquisas sobre a cultura alimentar do estado, que começaram a ser realizadas a partir de 2019. Nesse trabalho, quase 700 moinhos de milho e casas de farinha de mandioca foram identificados e cadastrados.
Ainda na cerimônia, o governo lançou o “Cozinha Mineira Patrimônio – Temporada 2023”, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Secult. O programa vai promover uma série de atividades que têm como intuito fomentar, capacitar, valorizar e divulgar os sistemas culinários enquanto patrimônio cultural imaterial. Várias cidades vão receber atividades ligadas ao tema, como festivais, oficinas, capacitações e rodas de conversa.
* Com Agência Minas
