
A gastronomia é uma arte que vai muito além do sabor, exigindo resiliência e dedicação extrema nos bastidores. No programa “Fique Por Dentro”, o chef de cozinha Rodrigo Santos, figura conhecida em Lavras e região, compartilhou sua emocionante jornada de vida. Com 44 anos de idade e quase três décadas de carteira assinada, Rodrigo começou a trabalhar aos sete anos, vendendo picolés e capinando hortas, uma herança de esforço deixada por seus pais que moldou o profissional rigoroso e apaixonado que ele é hoje.
O início na carreira gastronômica, aos 17 anos, foi marcado por um “choque de realidade” dentro das cozinhas profissionais. O chef relembrou que o ambiente é de alta pressão, onde cada preparo é avaliado minuciosamente. “Já tive chef de cozinha que pegou o que eu estava fazendo e jogou tudo dentro da pia. Engoli o seco e entendi que aquilo fez diferença para eu me tornar quem sou”, revelou Rodrigo. Hoje, à frente de seu próprio buffet, ele mantém a exigência com a qualidade, mas prioriza um ambiente de aprendizado e apoio para sua equipe, que chegou a realizar 28 eventos apenas no último mês de dezembro.
Para Rodrigo, o sucesso não é medido por bens materiais, mas pela capacidade de transformar vidas e pelo sentimento de realização ao ver seus colaboradores conquistarem a casa própria ou o primeiro carro. Ele defende que a cozinha deve ter identidade e, acima de tudo, afeto. Citando o exemplo de sua mãe, que fazia o melhor macarrão com o pouco que tinha, o chef aconselha os novos talentos: “Cozinhar é uma forma de amar. Se você não coloca sentimento, a comida fica insípida. Não entre pelo dinheiro, entre porque gosta de fazer”.
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