Mais de 11 milhões de residências no Brasil não contam com esgotamento sanitário adequado, recorrendo a fossas rudimentares, valas, rios e lagos para o descarte de dejetos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE, o problema atinge três em cada dez moradias no território nacional, sendo a região Norte a única onde modalidades alternativas de escoamento superam o acesso à rede geral.
A disparidade é ainda mais acentuada na zona rural, onde as dificuldades para a implantação da rede de distribuição devido ao isolamento geográfico levam à busca por soluções individuais. Além do impacto ambiental e social, a precariedade no saneamento básico reflete diretamente na saúde pública, estando historicamente associada a altos índices de mortalidade por doenças gastrointestinais, especialmente entre a população infantil.
