
Cuidar de um familiar com Alzheimer é uma jornada que vai muito além do suporte físico, gerando um desgaste psicológico que, muitas vezes, supera o cansaço do corpo. Segundo a psicóloga Danúbia Oliveira, em entrevista à Rádio 94FM, os cuidadores enfrentam desafios intensos, como a sobrecarga de trabalho, a tristeza pela perda progressiva da memória do ente querido, além de sentimentos frequentes de solidão, culpa e ansiedade. Para lidar com essa realidade, Danúbia enfatiza que “cuidar também exige ser cuidado”, sendo fundamental que o responsável busque uma rede de apoio entre amigos e familiares para dividir tarefas e preservar momentos de descanso e autocuidado.
No dia a dia com o paciente, pequenas mudanças de comportamento do cuidador podem reduzir drasticamente a agitação e a confusão do idoso. A psicóloga orienta a manutenção de uma rotina previsível e o uso de frases curtas e calmas, evitando confrontos ou correções constantes sobre as lembranças do paciente. “Um ambiente tranquilo, afeto, paciência e presença emocional fazem grande diferença no processo”, destaca a Dra. Danúbia. Respeitar o ritmo da pessoa e acolher suas emoções, sem tentar discutir fatos, são estratégias práticas que trazem mais equilíbrio para o convívio familiar.
O alerta para buscar ajuda profissional acende quando o cuidador percebe sinais de esgotamento, como irritabilidade constante, alterações no sono e perda de prazer em atividades rotineiras. Quando o cuidado passa a ser feito apenas por obrigação, sem energia emocional, é hora de recorrer ao suporte psicológico. Danúbia reforça que procurar auxílio não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade: cuidar da própria saúde mental é a única forma de garantir um amparo seguro, humano e de qualidade para quem sempre cuidou de nós.
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