O debate sobre o uso da Cannabis medicinal tem ganhado força no Brasil, impulsionado por descobertas científicas que comprovam sua eficácia no tratamento de diversas condições de saúde. Diferente do uso recreativo, o uso terapêutico foca em substâncias como o canabidiol (CBD), que possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e anticonvulsivantes, sem os efeitos psicoativos comuns à planta. De acordo com o médico e pesquisador Dr. Paulo Rocha, a Cannabis medicinal representa uma esperança para pacientes que não respondem bem aos tratamentos convencionais, oferecendo uma alternativa segura quando prescrita sob rigorosa supervisão médica.

Atualmente, a substância é utilizada com sucesso no controle de crises epilépticas graves, sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA), espasticidade na esclerose múltipla e no manejo de dores crônicas refratárias. Paulo explica que o corpo humano possui um sistema endocanabinoide, que interage com os compostos da planta para ajudar a regular funções como sono, apetite e dor. “O objetivo é restabelecer o equilíbrio do organismo do paciente, melhorando significativamente sua autonomia e bem-estar diário”, afirma o médico.

Apesar dos avanços, o acesso ao tratamento ainda enfrenta barreiras burocráticas e financeiras. A regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) permite a importação e a venda em farmácias mediante receita médica específica, mas o custo elevado ainda é um desafio para muitas famílias. O doutor Rocha reforça que o acompanhamento médico é indispensável para ajustar as dosagens e monitorar possíveis interações medicamentosas, garantindo que o tratamento seja ético e eficaz. A desmistificação do tema é o primeiro passo para que mais pessoas em Lavras e região possam se beneficiar desta fronteira da medicina moderna.

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fevereiro 18, 2026

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