
Mesmo com o avanço da tecnologia e o uso constante das telas, os jogos de mesa voltaram a ganhar espaço em livrarias e lojas de brinquedos. Cartas, RPGs e tabuleiros clássicos estão reconquistando crianças, jovens e adultos, mostrando que as brincadeiras presenciais seguem relevantes para o aprendizado e a convivência social.
Segundo Selma Brito, diretora pedagógica, os jogos de mesa exercitam diversas funções cognitivas e emocionais. “Eles constroem narrativas, estimulam o desenvolvimento humano e reforçam estruturas emocionais”, explica. De acordo com ela, quanto maior a complexidade do jogo, maior é o desafio para funções cognitivas, especialmente as funções executivas, além de trabalhar autoconceito, autoestima e capacidade de lidar com a competitividade.
Selma destaca ainda que os jogos de mesa são especialmente eficazes para estimular os relacionamentos interpessoais. “Esses jogos convidam o adulto a voltar a ser criança. Quando o adulto entra na brincadeira, a troca emocional com os filhos é muito mais forte”, afirma. Para as crianças, ver os pais brincando é algo surpreendente e fortalece vínculos, já que o jogo é uma das principais formas de expressão infantil.
Entre as opções citadas estão jogos tradicionais como banco imobiliário, xadrez, cartas e dominó, além de jogos modernos como o Dixit, que estimula a criatividade e a construção de narrativas. Selma relembra experiências em que gerações diferentes se encontraram em torno da mesa, com avós ensinando jogos aos netos. Resgatar o hábito de jogar longe das telas é uma estratégia eficaz para fortalecer laços familiares, estimular o raciocínio lógico, a paciência e a capacidade de enfrentar desafios em grupo.
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