A tecnologia tem se consolidado como uma importante aliada da medicina, especialmente no tratamento do câncer de próstata. A cirurgia robótica, considerada atualmente o método mais avançado para esse tipo de procedimento, já está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e, a partir de abril deste ano, passa a ter cobertura obrigatória também pelos planos de saúde.

O cirurgião oncológico Felipe Conde explica que a principal diferença em relação à cirurgia tradicional está na precisão. “A cirurgia robótica oferece visualização em 3D e instrumentos que se movimentam em 360 graus, o que permite dissecções mais delicadas e em áreas desafiadoras”, afirma. Segundo o médico, isso resulta em menor sangramento, menos complicações e, em muitos casos, melhores resultados cirúrgicos e oncológicos.

Além da precisão, os benefícios funcionais são significativos. Felipe Conde destaca que estudos comprovam a preservação dos feixes nervosos durante o procedimento. “Isso reduz a chance de impotência e de incontinência urinária, além de favorecer uma recuperação mais rápida no pós-operatório”, explica. Esses fatores impactam diretamente a qualidade de vida do paciente após o tratamento.

O médico também chama atenção para a necessidade de ampliar o treinamento de profissionais especializados e acredita que a tendência é de expansão da técnica para outros tipos de tumores. “Com a comprovação dos resultados, outros cânceres tendem a ser liberados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)”, avalia. A ampliação da cobertura pelos convênios médicos torna o acesso à alta tecnologia mais democrático e reforça o cuidado com a saúde do homem.

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janeiro 12, 2026

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