Pesquisas realizadas pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp reforçam o impacto do estado nutricional e da composição corporal na resposta ao tratamento oncológico, especialmente em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Segundo o professor José Barreto Campelo, pacientes com maior massa muscular e reservas adequadas de gordura apresentam melhor prognóstico e maior capacidade de responder às terapias.

O estudo aponta que, em casos com alto risco nutricional, a combinação de boa musculatura, reserva de gordura adequada e baixa inflamação sistêmica está diretamente associada à sobrevida. Para pacientes com câncer de cabeça e pescoço, essa relação torna-se ainda mais evidente, mostrando que a composição corporal exerce influência significativa nos resultados do tratamento.

A nutricionista Maria Carolina Santos reforça que a nutrição desempenha papel central na jornada oncológica, oferecendo suporte para reduzir efeitos colaterais, diminuir toxicidades, evitar complicações cirúrgicas e melhorar a qualidade de vida. A pesquisa mostra que pacientes com maior massa muscular sobreviveram, em média, 22 meses, enquanto aqueles com baixa musculatura viveram cerca de 8 meses, evidenciando a importância da atenção nutricional.

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novembro 26, 2025

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