O abuso sexual infantil é uma violação grave que exige atenção contínua da sociedade. A identificação precoce de sinais e a adoção de medidas adequadas podem evitar danos emocionais e físicos, garantindo proteção para crianças e adolescentes. A delegada Ana Paula Santana explica que os primeiros sinais podem ser comportamentais ou físicos, como medo repentino, mudanças bruscas de humor, regressões, isolamento, queda no rendimento escolar e comportamentos sexualizados. Em alguns casos, podem surgir dores ou lesões, mas muitas situações não apresentam marcas visíveis.
A delegada orienta que, ao suspeitar de abuso, o responsável deve acolher a criança sem pressão e evitar perguntas que induzam respostas. A busca por atendimento médico e psicológico deve ser imediata, assim como a notificação aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. A legislação brasileira permite a denúncia mesmo sem provas materiais, reforçando a importância de garantir segurança à vítima. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100.
Segundo a delegada, muitas crianças não relatam o abuso por medo, vergonha ou culpa, especialmente quando o agressor é alguém próximo. A sociedade pode contribuir criando ambientes seguros de escuta, acreditando na palavra da criança e apoiando campanhas de informação. A capacitação de escolas, profissionais de saúde e famílias é essencial para reconhecer sinais e agir corretamente diante das suspeitas.
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